No meio da tarde, o soldado retornou aturdido, contando que testemunhara a prisão dos templários pelos guardas do Rei.
Disse ele ter visto o Guarda Selos, Guillaume de Nogaret, acompanhado de um pequeno exército que foi cercar e prender todas as pessoas que estavam dentro dos muros do donjon. Disse o guarda que o Grão-Mestre da Ordem do Templo, Jacques de Molay, saiu para conversar com o Guarda Selos e que trocaram os dois algumas palavras, mas que Nogaret, com seu rosto ossudo diabólico, elevara a voz, aparentemente lançando injúrias contra o velho templário. Em seguida, os soldados avançaram por sobre Jacques, desarmado, e o prenderam com correntes. Depois, retornaram para dentro do palácio do Templo, de onde ninguém mais saiu por horas a fio.
Mais tarde, outros soldados levaram templários as dezenas, acorrentados e humilhados, atirados em carroças como se fossem criminosos, para dentro do donjon. O Rei Filipe houvera transformado a fortaleza do Templo em sua própria prisão, levando para lá os piores carrascos que poderia haver: Nogaret e Guillaume de Paris.
_E isso foi tudo o que vi, monsieur _ afirmou o soldado, muito abalado. E quis ele saber _Por que aquilo aconteceu, monsieur? São homens santos!
Aldous desviou o olhar do soldado, sentindo o coração apertar de revolta. Respondeu ele:
_O Rei os acusou de heresia.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
domingo, 14 de novembro de 2010
Por que escrevo sobre a Idade Média?
Antes de tudo, preciso esclarecer uma coisa muito importante: não sou especialista em História; sou apenas uma curiosa e grande interessada nesse tema. Minha intensão com os posts relacionados a Idade Média é o de ajudar a algumas pessoas a entender melhor o que foi aquele período, que é tão comumente mal visto por todos. E de quebra, quero também que os leitores não se sintam tão perdidos quando lerem os trechos do meu livro. Assim sendo, perdoem-me os especialistas caso eu cometa algum deslize...
Sei bem situar o momento exato em que me interessei especificamente por Idade Média. Estava eu folheando um livro de História Geral da escola, quando dei de cara com uma ilustração minúscula, um desenho precário do século XIV, representando um Rei da França. Seu nome era Filipe IV, O Belo.
Talvez por sua alcunha, comecei a pesquisar sobre ele, descobrindo uma personalidade interessantíssima e complexa. Em seguida, passei a pesquisar sobre a Europa da Baixa Idade Média. Então, uma coisa foi puxando outra, e outra... veio o interesse pelos Templários, Ricardo Coração de Leão, o Rei Edward Longshangs... as disputas, as batalhas, a fé, as mentiras, as paixões, a arte... via, a cada dia, que era uma total injustiça chamarem a Idade Média de Idade das Trevas. Afinal, um período tão rico e significativo para a História da Humanidade não merecia ser chamado dessa forma.
Mas, enfim... nada posso eu fazer.
Ah, não pretendo me alongar demais nesse post; eu mesma não sou muito a favor de textos muito extensos em blogs, rs. Só mais uma coisa gostaria de dizer: foi o Rei Filipe IV que me levou a iniciar isso tudo. Sei que muitos dos que conhecem a história dele, devem estar torcendo o nariz para o que estou escrevendo... Todos precisamos de um "muso" =)
Sei bem situar o momento exato em que me interessei especificamente por Idade Média. Estava eu folheando um livro de História Geral da escola, quando dei de cara com uma ilustração minúscula, um desenho precário do século XIV, representando um Rei da França. Seu nome era Filipe IV, O Belo.
Talvez por sua alcunha, comecei a pesquisar sobre ele, descobrindo uma personalidade interessantíssima e complexa. Em seguida, passei a pesquisar sobre a Europa da Baixa Idade Média. Então, uma coisa foi puxando outra, e outra... veio o interesse pelos Templários, Ricardo Coração de Leão, o Rei Edward Longshangs... as disputas, as batalhas, a fé, as mentiras, as paixões, a arte... via, a cada dia, que era uma total injustiça chamarem a Idade Média de Idade das Trevas. Afinal, um período tão rico e significativo para a História da Humanidade não merecia ser chamado dessa forma.
Mas, enfim... nada posso eu fazer.
Ah, não pretendo me alongar demais nesse post; eu mesma não sou muito a favor de textos muito extensos em blogs, rs. Só mais uma coisa gostaria de dizer: foi o Rei Filipe IV que me levou a iniciar isso tudo. Sei que muitos dos que conhecem a história dele, devem estar torcendo o nariz para o que estou escrevendo... Todos precisamos de um "muso" =)
sábado, 13 de novembro de 2010
Prólogo - Onde diabos estava Henri Lake?
Onde diabos estava Henri Lake?
Em verdade, eu o imaginava morto àquela altura. Via-o dilacerado por um sabre
sarraceno, o cadáver semi coberto por areia, ressecando sob o sol escaldante do deserto.
Ou ainda,caído numa estrada, com o ventre carcomido por alguma doença, apodrecendo
lentamente enquanto eu o aguardava.
sarraceno, o cadáver semi coberto por areia, ressecando sob o sol escaldante do deserto.
Ou ainda,caído numa estrada, com o ventre carcomido por alguma doença, apodrecendo
lentamente enquanto eu o aguardava.
Também cogitava a possibilidade de termos nos desencontrado. Havíamos combinado de
nos encontrar em Acre, e onde eu estava naquele momento? Seguindo uma rota pela costa,
rumo ao sul, distanciando-me cada vez mais da cidade recém conquistada aos sarracenos, onde
havíamos estabelecido como sendo nosso ponto de encontro.
nos encontrar em Acre, e onde eu estava naquele momento? Seguindo uma rota pela costa,
rumo ao sul, distanciando-me cada vez mais da cidade recém conquistada aos sarracenos, onde
havíamos estabelecido como sendo nosso ponto de encontro.
Talvez, Lake houvera se atrasado em sua viagem, coisa comum de acontecer em se
tratando da grande distância a ser percorrida, e dos inúmeros percalços a que se submetiam
aqueles que tinham coragem e disposição para tão fatídica empreitada. E, nesse caso, não me
encontrando em Acre, poderia supor que morri.
tratando da grande distância a ser percorrida, e dos inúmeros percalços a que se submetiam
aqueles que tinham coragem e disposição para tão fatídica empreitada. E, nesse caso, não me
encontrando em Acre, poderia supor que morri.
Ah, que idéia infeliz a que tivemos, marcando encontro num lugar tão inóspito, onde não
podíamos sequer antever onde e como estaríamos em algumas horas! Mas erro maior havia sido
o de Lake, que já estivera em Ultramar e, por conseguinte, conhecia a fatuidade dos
planos deste lugar...
podíamos sequer antever onde e como estaríamos em algumas horas! Mas erro maior havia sido
o de Lake, que já estivera em Ultramar e, por conseguinte, conhecia a fatuidade dos
planos deste lugar...
Ademais, de nada adiantavam meus lamentos. Percebia, então, que uma idéia principiava
a surgir em minha mente, e não me aprazia a possibilidade de optar por colocá-la em prática.
Isso porque, apesar de minha desconfiança, Ewan ainda era meu irmão.
a surgir em minha mente, e não me aprazia a possibilidade de optar por colocá-la em prática.
Isso porque, apesar de minha desconfiança, Ewan ainda era meu irmão.
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